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Fumo dos incêndios e saúde respiratória: o que fazer durante a época de fogos

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Frences Lois Duran |

Durante a época de incêndios em Portugal, a qualidade do ar pode mudar rapidamente, mesmo em zonas afastadas das chamas. O fumo dos incêndios e respiração estão diretamente relacionados, porque as partículas e os gases presentes no fumo podem irritar as vias respiratórias e tornar o ar mais difícil de tolerar, sobretudo para pessoas mais sensíveis. Por isso, compreender a relação entre incêndios florestais e saúde é importante para saber quando ficar em casa, como reduzir a exposição e o que fazer se já utiliza oxigénio por recomendação profissional.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) alerta que o fumo dos incêndios contém partículas e outros poluentes que podem afetar a respiração. As partículas mais pequenas podem penetrar profundamente nas vias respiratórias, enquanto outros componentes do fumo podem provocar irritação dos olhos, nariz e garganta. 

VARON VH-1 Home Oxygen Concentrator | 1-7 Adjustable, Vital Senior Health

Porque é que o fumo dos incêndios afeta a respiração?

Um incêndio florestal não produz apenas fumo visível. A combustão liberta uma mistura de partículas, gases e outros compostos, cuja composição varia de acordo com o material que está a arder e com as condições do incêndio.

As partículas finas são especialmente importantes porque podem permanecer suspensas no ar e ser transportadas pelo vento para áreas relativamente distantes do fogo. Segundo a DGS, concentrações elevadas destas partículas podem estar associadas a tosse persistente, aumento de secreções e dificuldade em respirar. 

É por isso que fumo dos incêndios e respiração não é apenas uma preocupação para quem está próximo das chamas. Mesmo quando não existe fogo na zona imediata, a presença de fumo pode significar uma redução significativa da qualidade do ar.

Os efeitos também dependem da duração da exposição, da concentração de poluentes e da sensibilidade individual. Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares estão entre os grupos que devem ter cuidados redobrados. 

Como saber se a qualidade do ar está afetada?

Durante um episódio de incêndios, não é aconselhável basear-se apenas no que os olhos conseguem ver. O fumo pode estar presente mesmo quando a visibilidade parece relativamente normal.

Em Portugal, o índice QualAr, disponibilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente, apresenta informação sobre a qualidade do ar e considera poluentes como PM2,5, PM10, ozono, dióxido de azoto e dióxido de enxofre. O sistema também apresenta previsões e recomendações relacionadas com a qualidade do ar. 

Acompanhar estes dados pode ajudar a decidir quando limitar atividades ao ar livre. Se os níveis de qualidade do ar estiverem fracos ou maus, as recomendações das autoridades devem ter prioridade.

Quem deve ter mais cuidado durante episódios de fumo?

Nem todas as pessoas reagem da mesma maneira ao ar poluído. Algumas podem sentir apenas irritação passageira, enquanto outras podem apresentar maior desconforto respiratório.

Os cuidados devem ser reforçados especialmente por:

  • Crianças, sobretudo as mais pequenas.

  • Pessoas idosas.

  • Pessoas que já utilizam oxigénio por recomendação de um profissional de saúde.

  • Pessoas com problemas respiratórios crónicos.

  • Pessoas com problemas cardiovasculares.

  • Pessoas que trabalham ou permanecem muito tempo ao ar livre.

A DGS recomenda que os grupos mais vulneráveis reduzam a exposição e, quando a qualidade do ar estiver fraca ou má, permaneçam no interior sempre que possível. 

Neste contexto, incêndios florestais e saúde devem ser encarados como uma questão de prevenção. Não é necessário esperar pelo aparecimento de desconforto intenso para começar a reduzir a exposição ao fumo.

O que fazer quando há fumo no exterior?

A medida mais importante é simples: reduzir a quantidade de fumo que respira.

Durante episódios de fumo intenso, mantenha portas e janelas fechadas sempre que possível e permaneça num espaço interior fresco. Se utilizar ar condicionado, a DGS recomenda o modo de recirculação para limitar a entrada de ar exterior. 

Também é importante evitar atividades que aumentem a poluição dentro de casa. Não fume e evite velas, incenso, aparelhos a gás ou a lenha e outras fontes de combustão.

Se for inevitável sair, siga as orientações das autoridades de saúde. A DGS recomenda a utilização de um respirador N95 quando a exposição ao fumo não puder ser evitada. 

Evite esforço físico ao ar livre

Correr, fazer exercício ou realizar atividades físicas intensas aumenta a quantidade de ar que respiramos. Quando o ar contém muito fumo, isso pode significar maior exposição às partículas.

Por isso, durante períodos de má qualidade do ar, é preferível adiar exercícios exteriores e tarefas não essenciais até que as condições melhorem.

O que devem fazer as pessoas que utilizam oxigénio?

Para quem já utiliza oxigénio de acordo com uma orientação profissional, um episódio de fumo exige atenção adicional. O mais importante é não alterar por iniciativa própria o fluxo ou a duração da utilização do oxigénio apenas porque o ar exterior está poluído.

A quantidade de oxigénio necessária varia de pessoa para pessoa. Qualquer alteração das definições do equipamento deve ser feita de acordo com as orientações do profissional de saúde responsável.

Também é importante manter o equipamento num ambiente interior limpo, seco e afastado de fontes de calor ou combustão. O objetivo é manter a rotina de utilização prescrita sem acrescentar riscos desnecessários durante um episódio de fumo.

Se surgirem dificuldades respiratórias importantes, tonturas, alteração do estado de consciência ou outros sinais preocupantes após exposição ao fumo, não tente resolver a situação apenas com um concentrador de oxigénio. A DGS recomenda procurar ajuda adequada e, perante uma emergência, contactar o 112. 

Como um concentrador doméstico pode apoiar a rotina de oxigénio?

VARON – Floresta Noturna pela Janela

Para pessoas que já têm indicação profissional para utilizar oxigénio, um concentrador doméstico pode facilitar a continuidade da rotina dentro de casa, especialmente durante períodos em que é aconselhável permanecer no interior.

Um concentrador produz oxigénio a partir do ar ambiente e fornece-o através do equipamento e dos acessórios utilizados. No entanto, não substitui uma avaliação profissional nem deve ser utilizado como resposta autónoma a uma emergência causada pela exposição ao fumo.

Durante a época de incêndios, a principal prioridade continua a ser afastar-se do fumo e manter o ambiente interior o mais protegido possível. O equipamento de oxigénio entra apenas como parte da rotina de quem já necessita desse apoio.

VARON VH-1: uma opção para utilização doméstica

VARON VH-1 Concentrador de oxigênio doméstico | Nível 1 a 7, Vital Senior Health, Certificado CE

Para utilizadores que necessitam de oxigénio em casa de acordo com orientação profissional, o VARON VH-1 Concentrador de oxigénio doméstico foi concebido para utilização doméstica contínua.

O VH-1 oferece fluxo de oxigénio ajustável entre os níveis 1 e 7 e uma concentração de oxigénio ajustável de 30% a 90%. O funcionamento é contínuo, e a potência de saída é de 150 W.

Com dimensões de 30 × 21,6 × 29,9 cm e peso de 5,44 kg, foi desenvolvido para permanecer num espaço doméstico e integrar-se na rotina diária. O nível sonoro é de ≤48 dB(A), ajudando a manter um ambiente relativamente tranquilo durante a utilização.

O equipamento funciona com AC230V/50Hz ou AC110V/60Hz e possui classificação elétrica Classe II.

Funcionalidades pensadas para a rotina diária

O painel de maiores dimensões e o visor LED a cores permitem consultar e ajustar as definições de forma simples. O VH-1 também inclui controlo remoto sem fios, função de temporizador e saída de voz.

Para pessoas que sentem desconforto nasal durante a utilização de oxigénio, o equipamento dispõe de uma função de humidificação. A utilização deve seguir as instruções do fabricante e as recomendações profissionais aplicáveis.

O VH-1 inclui ainda uma função de nebulização com acessório próprio. Esta funcionalidade não deve ser interpretada como uma forma de tratar os efeitos da exposição ao fumo; é simplesmente uma função adicional do equipamento.

Se já utiliza oxigénio em casa por recomendação profissional, escolha um equipamento que se adapte à sua rotina e siga sempre as definições indicadas pelo seu profissional de saúde.

Como cuidar do concentrador durante a época de incêndios?

Quando existe muito pó ou partículas no ambiente, a manutenção do equipamento torna-se particularmente importante.

Limpe regularmente a superfície do concentrador e passe um pano macio junto às aberturas para remover o pó. O filtro do gerador de oxigénio deve ser limpo uma vez por mês, de acordo com as instruções fornecidas para o equipamento.

O filtro de algodão não deve ser lavado. Deve ser substituído após 100 a 200 horas de utilização ou imediatamente se estiver sujo.

A cânula nasal deve ser limpa pelo menos uma vez por semana. Quando utilizada diariamente, a recomendação fornecida para o VH-1 é substituí-la a cada dois meses; quando utilizada com pouca frequência, a substituição é indicada a cada três a seis meses.

Estes cuidados ajudam a manter o equipamento em boas condições de utilização, mas não eliminam a necessidade de reduzir a exposição ao fumo.

O que fazer se alguém respirar muito fumo?

A exposição intensa ao fumo deve ser levada a sério. Primeiro, a pessoa deve ser afastada da zona com fumo e do calor, sempre que isso possa ser feito em segurança.

De acordo com a DGS, sinais como dificuldade respiratória, queimaduras no rosto ou alterações do estado de consciência exigem atenção urgente. Em Portugal, deve ligar para o 112 em caso de emergência; para orientação de saúde, pode contactar o SNS 24 através do 808 24 24 24

Um concentrador doméstico não substitui os serviços de emergência e não deve atrasar a procura de ajuda.

Key Takeaways

  • O fumo dos incêndios contém partículas e gases que podem prejudicar a qualidade do ar.

  • As partículas finas podem ser transportadas pelo vento para zonas afastadas do incêndio.

  • Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares devem ter cuidados redobrados.

  • Durante episódios de fumo, permanecer no interior com portas e janelas fechadas é uma das principais formas de reduzir a exposição.

  • Consulte o QualAr e siga os avisos das autoridades portuguesas.

  • Quem já utiliza oxigénio deve manter a rotina indicada pelo profissional e não alterar o fluxo por iniciativa própria.

  • Um concentrador doméstico, como o VARON VH-1, pode apoiar a utilização de oxigénio em casa quando esta já faz parte das necessidades definidas por um profissional.

  • Dificuldade respiratória intensa, alterações da consciência ou outros sinais de alarme exigem avaliação urgente.

Conclusão

A época de incêndios pode transformar a qualidade do ar numa preocupação diária, mesmo para pessoas que vivem longe das chamas. Compreender a relação entre fumo dos incêndios e respiração ajuda a tomar decisões simples, como permanecer no interior, reduzir atividades ao ar livre e acompanhar o índice de qualidade do ar. Da mesma forma, perceber a ligação entre incêndios florestais e saúde permite que famílias e cuidadores estejam melhor preparados quando o fumo chega às zonas habitadas.

Para quem já necessita de oxigénio, a prioridade é continuar a seguir as recomendações profissionais e proteger-se da exposição ao fumo. O VARON VH-1, concebido para utilização doméstica, pode ser uma opção de apoio à rotina de oxigénio prescrita, com níveis de fluxo de 1 a 7, concentração ajustável de 30% a 90%, funcionamento contínuo e nível sonoro de ≤48 dB(A).

Cuide primeiro da qualidade do ar à sua volta, mantenha a sua rotina de oxigénio conforme orientação profissional e procure ajuda rapidamente perante sinais de alarme.

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui aconselhamento profissional. Os concentradores de oxigénio destinam-se a fornecer oxigénio suplementar a utilizadores que necessitam desse apoio, devendo a utilização e as definições seguir sempre as recomendações de profissionais de saúde.

Perguntas frequentes

O fumo dos incêndios pode afetar a respiração?

Sim. O fumo contém partículas e outros poluentes que podem irritar as vias respiratórias. Exposições mais intensas podem estar associadas a tosse, aumento de secreções e dificuldade em respirar. 

O que devo fazer se houver muito fumo na minha zona?

Permaneça no interior, mantenha portas e janelas fechadas e evite atividades físicas ao ar livre. Se possível, utilize o ar condicionado em modo de recirculação e acompanhe as recomendações das autoridades. 

Quem deve ter mais cuidado durante a época de incêndios?

Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição causada pelo fumo. 

Devo aumentar o fluxo do meu oxigénio quando há fumo?

Não altere o fluxo ou a duração da utilização por iniciativa própria. As necessidades de oxigénio são individuais, por isso qualquer alteração deve seguir a orientação do profissional de saúde responsável.

Quando devo procurar ajuda urgente depois de respirar fumo?

Procure ajuda urgente se houver dificuldade respiratória importante, queimaduras no rosto, alteração do estado de consciência ou outros sinais graves. Em Portugal, ligue para o 112 em caso de emergência


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